Perfil

“Eu não procuro. Eu acho” – Pablo Picasso

Sou, cada vez mais, Mary Geluda, enquanto designer de jóias. É como se o “fora” não existisse e me faço acontecer ao CRIAR, no “dentro”. Mais uma vibração, uma celebração, o branco do papel, vai sendo povoado de cores, formas esboços de texturas e surpresas amáveis.

Uma intuição estética, me faz trocar coerências, por errâncias e explode suavemente em anéis, brincos, colares e braceletes. Ora em ouro, prata, madeiras, cerâmicas, mosaicos, com ou sem relevos, pedras e pérolas.

Cada jóia criada, passa a ser sugestão da seguinte, nasce o ESTILO. Alegorias sutis da vida, exílios poéticos, alquimias estéticas, essências, compostas de sensações que se multiplicam, se renovam, inauguram novos tempos.

Sinto e percorro um estado de serena loucura, a liberdade semiorganizada, doce alegria, é “lindimenso”.

Repito o poeta, “O olho vê, a lembrança revê e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo.”

Manoel de Barros