A certeza é sedentária, a dúvida, um exercício…

O que interessa saber é se a criação artística continua subversiva, isto é, se ainda pode deslocar nossas certezas, e divisar novos horizontes. Meu modo de estar é mais próximo de perguntar do que dar respostas. O artista, apenas, reconhece o casamento entre beleza e verdade. Assim chego à minha necessidade atual de reencantar o mundo. Para tal, me dou também um certo isolamento contemplativo. Minha criação joalheira tem solicitudes de ternura. Não crio para o estado hipnótico, consumista. Crio na crença de que a beleza inspira e revigora a vida…mergulho, para tal, num mundo de sutilezas…é aí que surgem cores, brilhos,formas,texturas que a Natureza nos oferece. Me chegam pedras, pérolas, metais para me permitirem ser o que sou, ou melhor, para me aproximar, cada vez mais de ser o que sou….